Estar ''presa na liberdade'' pode ter duas aplicações:
1- Estar muito presente na liberdade que se torna vinculado à essa.
2- Considerar-se livre, mas estando preso. Pois esta na prisão desde que se conhece por gente.
Essas são as duas condições possíveis para separar a humanidade em dois grupos. E a maior parte da população deste planeta esta enquadrado na segunda categoria.
Todos esses se acostumaram em viver presos, olhando a vida através de grades. Enquanto poderiam estar vendo tudo, tudo mesmo.
As pessoas não conhecem outro modo de viver, mesmo sendo de tribos, grupos, funções diferentes.
Buscam várias portas dentro de uma grande prisão que as leve para fora. Mas, acabam caindo em outros túneis que as fazem buscar por outras portas que as tirem dali.
Mas, vamos ler este pequeno conto sobre uma garota chama Maribel.
Maribel: Presa na Liberdade
Todos nós temos um lugar ao qual pertencer, mas nem sempre estamos onde deveríamos estar.
Assim, Maribel, uma bela garota de cabelos castanhos e curtos que paravam seu curso nos ombros, de olhos castanhos bem fortes e expressivos, vivos em sua própria vida.
Esses olhos que encantam e captam sua atenção, parecem que estão sempre sorrindo.
O reino onde ela vivia era fértil por 2 meses e depois se tornava extremamente gélido.
E de lá eles não podiam sair, pois dizia-se que não havia nenhum reino fora de lá.
Mas, ela sempre, desde mais nova, criancinha, saía a perguntar para os habitantes de seu castelo e de seu povoado, a historia da nação onde vivia.
O discurso era sempre o mesmo '' somos somente nos, somos o domínio, somos os vencedores''. Mas, parece que a cada falatório, Maribel ficava mais insatisfeita. E ainda diziam que era o único reino existente.
Enfim, mais velha na fase da juventude, começou a se esforçar para conseguir subir nas altas montanhas para ver se havia algo além de seu reino.
Seu castelo, suas posses e riquezas, não podiam suprir a falta que traz não ter seu anseio preenchido. Era um desejo mais violento que todos que já sentira. Nada substituía.
Nessas de treinar a escalada, conseguiu com êxito subir na mais alta montanha e de lá com uma visão impressionante viu: um reino bem mais frente la no horizonte, um vasto quadro repleto de paisagens lindas e novas.
Caiu em si. Maribel acordou. E de olhos arregalados e espantados derramou uma lágrima e disse:
- Isso é o meu mundo.
Descendo lentamente, tentando assimilar tudo que vira se encontrou com um cavaleiro de seu povoado e a questionou:
- De onde vem?
Maribel desconcertada e pensando na justificativa:
- Eu estava passeando. Nunca quis reparar mais a fundo como este reino é belo, mesmo que nós estamos num lugar bem frio?
Cavaleiro com tom de se gabar, enchendo o peito.
- É verdade.
Mas, uma revolta tomou conta de Maribel, e já voltando ao castelo, correu em direção ao cavaleiro e disse:
- Não. Eu não estava admirando as paisagens, mas subi na montanha e vi. Vi que nosso reino não é o único. Vivemos presos aqui no ensinamento de uma mentira e subjugados por um grande transtorno desnecessário.
Estarrecido, o cavaleiro pediu:
- Eu também quero ver.
O cavaleiro viu. E foi assim, Maribel que era mestre em escalada, em subir a montanha, levava um a um a ver a verdade e para se libertarem desse jugo de um rei desigual e mentiroso vindo de um linhagem que só ensina mentiras.
Ajuntando-se eles agora com os cavaleiros e servos do castelo, preparam uma falsa viagem para o rei, que teria que subir a montanha.
E ao chegar lá cima, abriram-se as portas da carruagem e ele pode ver, tudo que estava lá fora, e agora teria que se explicar com os outros.
Ele fingiu que estava vendo aquilo pela primeira vez. E era verdade.
No fim, descobriu-se que de gerações em gerações, ele foi ensinado assim e ensinaria o filho assim.
Assim, todos puderam sair daquele lugar e conhecer o mundo e se quisessem, poderiam até fazer suas próprias províncias se um grande grupo deles se aglomerassem ali.
E na entrada do seu antigo e frio reino, Maribel fez questão de colocar uma placa avisando, uma verdade possível para nós:
"DAQUI JÁ SE FOI UM POVO, UM POVO QUE SAIU PARA A LIBERDADE".
Por: Marcello Ferreira.
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Daqui a pouco postarei a análise deste conto.