Vou voar:Noites profundas
Frias, um manto cinza veste o céu
Nenhum rasguinho de Esperança
Escorre, grosso e esfumaçado véu
O Frio sua personalidade lança
Preso aqui, eu
Entre retângulos negros, oras de vidro que crescem
Até lá, onde finda a terra do homem
Retângulos enormes que somem
Um borburinho ali embaixo
Transpira o Mal do Século
Pessoas correm, atrás do Futuro incrédulo
Só trabalham e operam
Buscam o que se acha seguro
Mas, nem o conhecem, nem sabem
Porém, um passáro ergue-se para vôo puro
Libertar-se disso que os consomem
Um grito preso, de antigos ares
Quer sair só numa oração
Uma confissão, vai-se os males
Laaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Vou voar! O manto, o véu se rasgou
E a chave é o Sangue
Há Esperança!
Laaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
O véu se rasgou
O manto, a Morte morreu, expirou
A chave é o Sangue
Precisa-se que no espírito e na mente
Confesse: Tu és meu Senhor, eternamente.
Vou voar.
Marcello Ferreira.
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