quinta-feira, 11 de junho de 2009

"VOU VOAR"

Vou voar:



Noites profundas
Frias, um manto cinza veste o céu
Nenhum rasguinho de Esperança
Escorre, grosso e esfumaçado véu
O Frio sua personalidade lança

Preso aqui, eu
Entre retângulos negros, oras de vidro que crescem
Até lá, onde finda a terra do homem
Retângulos enormes que somem

Um borburinho ali embaixo
Transpira o Mal do Século
Pessoas correm, atrás do Futuro incrédulo
Só trabalham e operam

Buscam o que se acha seguro
Mas, nem o conhecem, nem sabem
Porém, um passáro ergue-se para vôo puro
Libertar-se disso que os consomem

Um grito preso, de antigos ares
Quer sair só numa oração
Uma confissão, vai-se os males


Laaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Vou voar! O manto, o véu se rasgou

E a chave é o Sangue
Há Esperança!

Laaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
O véu se rasgou
O manto, a Morte morreu, expirou

A chave é o Sangue
Precisa-se que no espírito e na mente
Confesse: Tu és meu Senhor, eternamente.

Vou voar.

Marcello Ferreira.

Nenhum comentário:

Postar um comentário